Partitura- Manjerona (Ricardo Tacuchian)

 

Solo para clarone da música Manjerona de Ricardo Tacuchian.

 

Manjerona1Tacuchian

Manjerona2 Tacuchian Manjerona3Tacuchian

Partituras- Asa Branca

 

Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira     Arr: Crisóstomo Santos

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Clarinete 1

 

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Clarinete 2

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Clarinete 3

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Clarinete 4

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Clarinete 5

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Requinta

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Grade

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Oficina de Saxofone e clarinete e Quarta Musical

 

No dia 30 de março de 2010, nesta terça-feira, acontecerá no Conservatório Pernambucano de Música uma oficina de saxofone e clarineta com  Harvey Wainapel – EUA.

Local: Estúdio CPM
13h30 às 16h

Harvey Wainapelimage image image

No dia 31 de março terá  a Quarta Musical com Harvey Wainape ( saxofonista/clarinetista -  EUA) e Orquestra Retratos do Nordeste.
A Orquestra Retratos do Nordeste, grupo representativo do Conservatório coordenado pelo Prof. Marco César e o  saxofonista e clarinetista norte-americano Harvey irão apresentar composições do Hermeto Pascoal, Guinga, Marco Cesar, Nilton Rangel, Duke Ellington, e Harvey Wainapel, entre outros, todas arranjadas por Marco Cesar. 
Harvey Wainapel:  Já tocou com músicos do calibre de Ray Charles, McCoy Tyner, Joe Lovano, Dave Brubeck, Airto Moreira, Dori Caymmi, Guinga, Filó Machado, Jovino Santos Neto, Laércio de Freitas, Nelson Ayres, e Paulo Bellinati entre outros.

Local: Estúdio CPM

19h30

Harvey Wainapel   Orquestra Retratos do Nordeste

A entrada é gratuita para todos os eventos.

 

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Tarogató (Um primo do clarinete)

O tárogatók (Tarogato plural, töröksíp, cachimbo turco ou, anglicized, tárogatós; romeno: taragot) refere-se a dois diferentes instrumentos de sopro húngaro: Tarogató o antigo e o moderno (ou modificados).O Tarogató moderno pretendia ser uma recriação do Tarogato original, mas os dois instrumentos tem pouco em comum.

Não está claro se o tarogato foi trazido para a Europa pela primeira magiares quando imigraram do Oriente, no século 9. É certo, contudo, que os instrumentos deste tipo, desceram do zurna do Oriente Médio, foram introduzidos na Europa Oriental pelos turcos durante a Idade Média, como evidenciado pela töröksip prazo “cachimbo turco” que foi utilizado como sinônimo para Tarogato. É possível que os instrumentos de ambas as tradições foram combinadas em uma única entidade. O Tarogato tem uma origem persa, e ele apareceu na Hungria durante as guerras turco. Até por volta do século 18, o Tarogato era um tipo de charamela, com uma palheta dupla, furo cônico, e sem as chaves.

Sendo um instrumento muito alto e estridente, a Tarogato foi utilizada como um instrumento de sinalização no campo de batalha (como a corneta ou a gaita de foles).

O instrumento foi finalmente abandonado sendo considerado muito alto para uma sala de concertos.

O tarogato foi um instrumento ícone da Guerra do Rákóczi para a Independência (1703-1711). Seu uso foi suprimido no século 18 pela monarquia dos Habsburgos.

tarogato

Na década de 1890 uma versão moderna foi inventada por Vencel József Schunda, um fabricante de instrumentos de Budapeste. Ele usa uma palheta simples, como um clarinete ou saxofone, e tem um furo cônico, similar ao saxofone.  O instrumento é feito de madeira, geralmente de madeira granadilha negro como um clarinete.  O tamanho mais comum, o Tarogato soprano em B ♭, é de cerca de 29 polegadas (74 cm) de comprimento e tem um som fúnebre semelhante a uma cruz entre um chifre Inglês e um saxofone soprano. Outros tamanhos existem, um criador, János Stowasser, anunciou uma família de sete tamanhos dos quais o maior foi um Tarogato contrabaixo em Mi ♭.  O novo Tarogato se parece muito pouco com o Tarogato histórico e os dois instrumentos não devem ser confundidos . Foi sugerido que o schundaphone nome teria sido mais exato, mas Tarogato foi usado por causa da imagem nacionalista que o instrumento original tinha.

Este instrumento foi um símbolo da aristocracia húngara, e o instrumento de sopro de madeira favorito do governador Miklós Horthy.

Fábricas na Hungria cessaram após a II Guerra Mundial, embora tárogatós continuaram a ser feitos na Romênia e em outros países. Na década de 1990 vários fabricantes húngaros começaram a produzir o novo instrumento.

Na década de 1920, Luta Ioviţă, que tcou o instrumento no exército durante a Primeira Guerra Mundial, trouxe-o para Banat (Romênia), onde se tornou muito popular sob o nome taragot.

Dumitru Farcas, que nasceu em Maramures, fez o instrumento conhecido em todo o mundo e é considerado o músico mais famoso que toca Tarogato.

Dumitru Farcas

Poulenc Clarinet Sonata – Michael Collins, Julien Quentin – Verbier 2007

Partitura Super Mario Bros Theme para Clarinete

Para quem gostou do vídeo Super Mario Brothers Theme Clarinet Quartet, aqui está a partitura para clarinete:

 

Super Mario Brothers Theme Clarinet clarinete

Abel Ferreira

Quando se fala de clarineta, no Brasil, o primeiro nome que aflora à memória costuma ser o de Abel Ferreira. Não só pela ordem alfabética, mas pelo papel fundamental que exerceu na construção de um repertório brasileiro, baseado no choro e na seresta, e na herança deixada por um modo de tocar, profundo e envolvente.
Nascido em 1915, em Coromandel, MG, Abel teve as influências de todo menino de interior: a bandinha do coreto, as eventuais orquestras de baile, o rádio. Através deste conheceu o mestre Luiz Americano e o mágico Pixinguinha, que o levaram a se dividir entre a clarineta e os saxes.
Em 1935 mudou-se para São Paulo, para viver de música. Acompanhou várias orquestras e cantores em excursões pelo Brasil, e em 43 se fixa no Rio de Janeiro, tocando no famoso Cassino da Urca. Músico requisitado, compareceu a centenas de gravações acompanhando nomes famosos como Carmen Miranda, Orlando Silva, Francisco Alves, Emilinha Borba, Marlene e mais uma enorme lista, que alcança contemporâneos como Beth Carvalho ou Chico Buarque de Holanda. Quando morreu, em 1980, era considerado um mestre maior da clarineta brasileira. Luiz Americano, desaparecido 20 anos antes, havia deixado poucas gravações de boa qualidade, e no final da vida o vigor de seu sopro já não era o mesmo. Abel era soberano, e encantou jovens platéias pelo Brasil todo quando excursionou, junto com Ademilde Fonseca, no Projeto Pixinguinha, em 1976.
Tão importante quanto o intérprete é o Abel compositor. Algumas de suas invenções, muitas vezes transpassadas por uma melancolia que lhes imprime um caráter intimista, tornaram-se clássicos. Acariciando, Doce Melodia, Levanta Poeira, Chorinho do Sovaco de Cobra e, principalmente, Chorando Baixinho, são melodias de tal forma identificadas com a alma musical brasileira que não há quem não se encante ao ouvi-las, pela enésima vez, numa roda de choro.
Abel tem algumas gravações lançadas em CD, onde se encontram diversas versões de seus maiores sucessos. “Brasil, Sax e clarineta” (Marcus Pereira), de 76, tornou-se um de seus trabalhos mais premiados. Há também gravações coletivas antológicas, com Artur Moreira Lima e o Época de Ouro, e o excelente “Chorando na Praça” com Paulo Moura, Copinha, Zé da Velha, Joel Nascimento e Waldyr Azevedo.

clarinetistas Abel Ferreira