Archive for maio \31\+00:00 2009

História do clarinete (p.1)

O clarinete tal como conhecemos hoje passou por uma longa e complexa evolução. Em diversas culturas antigas são encontrados instrumentos cujo processo de produção do som é o mesmo que o da clarineta, são os chamados instrumentos de palheta simples, por possuirem uma única palheta que vibra e produz o som através de um tubo.
Por volta do ano 2700 A.C já era encontrado no Egito instrumentos como o iarghul, a zummara e o midjweh. Na Índia podemos encontrar até hoje um instrumento tradicional conhecido como Pungi, que é usado pelos encantadores de serpentes.

Instrumentos origem clarinete

A invenção da clarineta é universalmente creditada a Johann Christoph Denner (1655-1707) e seu filho Jacob Denner (1685-1735), famosos fabricantes de instrumentos de sopro que residiam na cidade de Nuremberg, e tinham a intenção de desenvolver o chalumeau.
O chalumeau era uma espécie de flauta doce com um “bico”, onde se prendia uma palheta. e sua extensão sonora era de aproximadamente uma oitava e meia. Denner acrescentou ao chalumeau  uma chave na parte superior traseira, que possibilitou ao instrumento atingir um registro agudo. Estava criada a clarineta. Pesquisadores acreditam que isso aconteceu em torno de 1701- 1704.

chalumeaudenner

chalumeau      clarinetes construidos por Denner

Instrumentos da Família do clarinete

O Clarinete possui uma “família”, composta por vários instrumentos:

  • Clarineta Sopranino . Em Láb – 1 oitava mais aguda que a requinta.
  • Clarineta Requinta – Em Eb (Mib) ou em D (Ré) – 1 quinta mais aguda que o soprano. A Requinta em Ré é antiga e incomum hoje em dia.
  • Clarineta Soprano (clarineta padrão) – o mais comum – geralmente afinado em C(Dó),Bb(Sib),A(Lá)
  • Clarineta Basset – Em A (lá) – muito usado em concertos para clarinete em lá, sobretudo no concerto de Mozart e quinteto de Mozart, este clarinete atinge notas de mais graves além do registro usual da clarineta padrão.
  • Cor de basset ou Corno Basseto – espécie de clarinete em Fá, tem o corpo ligeiramente diferente (curvo ou angular), muito usado por Mozart, mas caiu em desuso, apesar de ter sido usado por R. Strauss em Elektra, por exemplo.
  • Clarineta Alto – Em Eb (Mib) – 1 quinta mais grave que o soprano
  • Clarinete Baixo ou Clarone – Em Bb (Sib) – 1 oitava mais grave que o soprano
  • Clarinete Contra-Alto ou Clarone Contra-Alto – Em Eb (mib), 1 quinta mais grave que o Clarone e 1 oitava mais grave que a clarineta-alto
  • Clarinete Contra-Baixo ou Clarone Contra-Baixo Modelo Leblanc – Em Bb (Sib), clarinete em metal, 2 oitavas mais grave que o soprano
  • Clarinete Contra-Baixo ou Clarone Conra-Baixo Modelo Selmer – Em Bb (Sib), clarinete com o dobro do tamanho do seu parente de metal, clarinete em ébano comum, 2 oitavas mais grave que o soprano.
  • Clarinete OctoContra-Baixo – Em Bb (Sib) – Clarinete extraordinário, em metal, 3 oitavas abaixo do soprano, altura física: 2,76m

O mais comum como foi dito acima, é o soprano em Bb(Sib) e A(Lá), com 16 ou 17 chaves. O que não é mais comum é encontrarmos os clarinetes com 18 chaves e afinação em C(dó).

família do clarinete

Segredos para a boa sonoridade no clarinete

Uma das coisas importantes da técnica do clarinete é a sonoridade. Geralmente essa faceta da técnica é negligenciada pelos métodos do instrumento – por se tratar de um assunto subjetivo – e até mesmo professores renomados evitam ensinar os pequenos detalhes que valem ouro e podem ajudar a melhorar o som no instrumento, por acharem “óbvio” ou não relevante. Quando digo sonoridade, me refiro a várias coisas, como timbre, emissão, controle de dinâmica e projeção do som.

Basta um nota longa para sabermos a qualidade do clarinetista, independente da técnica que possui com os dedos.  Começaremos pelo “óbvio”, pois esses conselhos podem não ser óbvios a todos.Vou tentar explicar de maneira simples como melhorar principalmente dois apectos que compõem o som na clarineta: timbre e a emissão. O primeiro passo para começar a trabalhar o som é possuir uma boa palheta e uma boa boquilha, pois sem o aparato necessário não há condições físicas para tal. O segundo passo, é o mais importante: a referência. Como é que pretendemos chegar a uma bonita sonoridade se não sabemos o que é? Existem muitas maneiras e estilos de se tocar, e cada uma delas pode aportar um timbre específico, sem dizer que cada solista tem sua sonoridade particular.  Precisamos ouvir muitas gravações, ir a muitos concertos e shows, até formarmos um sólida referencia do timbre que nos agrada mais. Experimente imitar o timbre que gostaria de ter.

Um grande obstáculo para quem quer ter um bom timbre de clarineta é uma embocadura incorreta (foto 1 – errada). Deve-se esticar o queixo para baixo a fim de liberar o excesso de pele dos lábios inferiores em contato com a palheta (foto 2 – correta). Isso vai otimizar a vibração dela, fazendo o instrumento soar mais e com menos ar. Outro iEMBOCADURAmpedimento é a pressão demasiada do lábios oprimindo a passagem de ar na palheta, principalmente na tessitura aguda.

Depois continuaremos com mais aulas online e com exercícios para obter uma boa sonoridade! Até a próxima!:)

Vídeo Carrot clarinet

Já imaginou tocar um clarinete de cenoura? Descubra como esse homem conseguiu assistindo o vídeo abaixo.

Karl Leister

Karl Leister é um clarinetista erudito conhecido mundialmente. Ele nasceu em Wilhelmshaven, Alemanha. Aprendeu clarinete com seu pai (também clarinetista) desde muito jovem, ingressando depois na the Hochschule fur Musik em Berlin. Enquanto estava ainda na adolescência foi admitido na Ópera Cômica de Berlin, com Vaclav Neumann e Walter Felenstein como clarinetistas solo.
Ingressou na Berlin Philharmonic Orchestra em 1959, sob regência de Herbert von Karajan- esta produtiva associação musical se estendeu por trinta anos. Durante esse período, ele foi reconhecido internacionalmente como um grande solista e camerista. Leister foi também um dos membros fundadores dos “Sopros da Filarmônica de Berlim”/ Solistas de Berlim com o qual realizou primorosas gravações, dentre elas o quinteto de Brahms para clarinete e cordas, em B menor Pó. 115” Foi também um co-fundador do Ensemble Wien-Berlin..
A criação da Academia Herbert von Karajan para a Berlin Philharmonic Orchestra tem permitido Karl Leister ensinar música para toda uma nova geração de músicos.
Leister é também professor da Academia Hanns Eisler em Berlim.karl_leist

Fonte: http://www.clarinetemania.com.br

O que é clarinete?

O clarinete, ou a clarineta, é um instrumento musical de sopro constituído por um tubo cilíndrico de madeira (já foram experimentados modelos de metal), com uma bocarra cônica de uma única palheta e chaves (hastes metálicas, ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente).

Possui quatro registros: grave, médio, aguclarinetedo e superagudo.

Quem toca o clarinete é chamado de clarinetista.