Jimmy Giuffre

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James Peter Giuffre (nascido em Dallas, Texas, em 26 de Abril de 1921) é compositor, arranjador,  saxofonista e clarinetista.


Giuffre ficou conhecido primeiramente como arranjador da big band de Woody Herman, para quem escreveu o celebrado “Four Brothers” (1947). Ele continuou durante sua carreira a escrever criativamente, com arranjos não usuais.
Ele foi um membro do grupo de Shorty Rogers antes de iniciar carreira solo. Tocou clarinete (seu principal instrumento), bem como sax tenor e barítono. Seu estilo é único e incomparável, sendo um músico autodidata, influenciado provavelmente por Lester Yong. Suas primeiras músicas foram algumas vezes classificadas de cool jazz, e Giuffre foi a figura central do West Coast Jazz.
Seu primeiro trio era formado pelo guitarrista Jim Hall e o baixista Ralph Pena (substituído posteriormente por Jim Atlas). Eles tiveram um pequeno sucesso em 1957, quando a musica de Giuffre “The Train and the River” apareceu no especial de televisão “O Som do Jazz” . Este trio explorou o que Giuffre chamou de “jazz blues baseado em música folk” Este mesmo programa de TV promoveu o encontro entre Giuffre e o clarinetista Pee Wee Russel para uma despojada jam session entitulada simplesmente “Blues”.

Quando Atlas deixou o trio, Giuffre o substituiu por um trombonista chamado Bob Brookmeyer. Esta formação não usual foi em parte inspirada em Claude Debussy. O grupo pode ser visto no filme Jazz on a Summer Day, fimado em 1958 no Newport Jaz Festival.
Em 1961, ele formou um novo trio com o pianista Paul Bley e o baixista Steve Swallow. Este grupo recebeu recebeu pouca atenção enquanto estava ativo, mas depois foi citado por fãs e músicos de jazz como um dos mais importantes grupos da história do jazz. Eles exploraram o free jazz, não de uma maneira agressiva como Albert Ayler ou Archie Shepp, mas de modo silencioso, com foco na música de câmara. As explorações do trio no ca
mpo da harmonia, melodia e ritmo ainda causam impacto no jazz. Thom Jurek escreveu que as gravações do trio são “um dos mais importantes documentos sobre o outro lado do jazz dos anos 60.”

Giuffre, Bley e Swallow exploraram completamente a música improvisada, muitos anos à frente do boom da “improvisação livre” na Europa. Jurek escreve que “Free Wall”, sua última gravação: “era uma música radical, e ninguém, literalmente ninguém, estava preparado para ela e o grupo dissolveu-se logo, numa noite onde eles receberam apenas 35 centavos por pessoa após uma apresentação.”
No começo dos anos 70, Giuffre formou um novo trio com o baixista Kiyoshi Tokunaga e o baterista Randy Kaye. Ele incluiu instrumentos como a flauta baixo e o sax soprano ao seu arsenal. Posteriormente adicionou o tecladista Pete Levin e substituiu Tokunaga pelo baixista Bob Nieske. Esta nova formação gravou três álbums para o selo italiano Soul Note.
Também durante os anos 70, Jimmy foi contratado pela Universidade  de Nova York para liderar seu grupo de jazz, e lecionar sax e composição.

Nos anos 90, continuou lecionando e tocando. Ele gravou com Joe Mcphee, e reviveu o trio com Bley e Swallow (que trocou o baixo acústico pelo elétrico, dando uma nova sonoridade ao grupo). Em meados dos anos 90, Giuffre lecionou no Conservatório de Música de New England . Atualmente sofre da Doença de Parkinson e parou de tocar.

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One response to this post.

  1. Posted by Davi Matos on março 7, 2011 at 10:26 pm

    gostei muito de james piter e fiquei com pena dele porque ele parou de tocar

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