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A Influência da Boquilha e do Barrilete na Entonação

Sem dúvida, a boquilha é o componente do clarinete que exerce o maior grau de variação na entonação do instrumento.Existe uma pequena variação entre o volume mínimo e máximo da boquilha, que criam faixas modais e afinação fundamental.Dr Gibson estabelece que este volume ideal é de 13,5cm3.Quando o volume da boquilha sai fora desta faixa, o instrumento tocará tendencionado ao sustenido com pequeno volume ou ao bemol com um grande volume.

A relação entre o volume e o recorte inferior é uma relação inversa que também existe no diâmetro da boquilha e na câmara da nota.Os fabricantes de boquilhas proporcionam uma variedade de tonalidades, somente utilizando-se desta equação, desenvolvendo sua própria tonalidade, porém o volume do cilindro não pode exceder a 2/3 do volume total sem comprometer a faixa modal.
boquilha clarinete  

A entonação de uma boquilha projetada corretamente pode ser compromissada pelo estiloda face que ela utiliza. Faces curtas e fechadas tendencionam o instrumento ao sustenido,enquanto que faces abertas e longas tendencionam para bemol.Este conhecimento pode ser usado para corrigir problemas inerentes de boquilhas mal projetadas.Uma boquilha com afinação baixa pode ser encurtada pelo final da sua junta, porém a característica do som irá mudar.Eu tenho obtido sucesso na correção de boquilhas que possuem afinação alta, com adição de um anel de afinação de 0,5 mm colocado do lado da junta do barrilete.Algumas irregularidades de entonação podem ser balanceadas com um barrilete correto. De fato, o barrilete pode ser considerado como parte do sistema da boquilha.No projeto dos primeiros clarinetes a boquilha e o barrilete eram peça única. Isto ficou claro para os fabricantes modernos que, caso as boquilhas quebrem, é muito mais simples trocar somente a boquilha do que o conjunto.
A separação da boquilha e do barrilete se tornou comum nos projetos em meados do século XVIII, agora no século XXI, são oferecidas aos clarinetistas inúmeras combinações de boquilhas e barriletes que fazem a cabeça entrar em parafuso.O barrilete não é mais somente um elemento de entonação, mas também de afinação.


Uma boquilha com projeto correto, normalmente requer um barrilete de 66,0 mm (Buffet R13 Bb) para a afinação de A= 440-441.Um barrilete de 67,0 ou 65,0 mm são aceitáveis.Um clarinete Buffet em A, geralmente requer um barrilete de 65,0 mm, porém 66,0 mm ou 64,0 mm também são aceitáveis.Se você precisar usar um barrilete fora destes limites o problema poderá ser: a) a boquilha, b) o clarinete ou c) a pessoa que toca.

barrilete

Os barriletes, independentemente da forma externa, podem ser classificados em duas categorias: cônicos e não cônicos.O projeto do clarinete Buffet R13 necessita de um diâmetro “bore size” de 14,95 mm com uma redução de conicidade não linear. Isto transforma a dimensão do lado da boquilha de 14,96 mm. A razão é para compensar a afinação baixa no terceiro modo (notas acima de C3, registro altíssimo) necessita de boquilhas de pequeno diâmetro tais como as que são fornecidas junto com os clarinetes Buffet.

Por muitas razões muitos músicos nos Estados Unidos preferem boquilhas similares ao projeto de Frank Kaspar. Esta boquilha de grande diâmetro acoplada a um barrilete não cônico cria dois problemas de entonação.O terceiro modo tende ao sustenido e as notas “throat tones” tendem a bemóis.Neste caso os barriletes de conicidade reversa de Hans Moennig, são bem vindos.Os barriletes de conicidade reversa são maiores no lado da boquilha.Barriletes Moennig fabricados pela Buffet possuem 14,96 mm do lado da boquilha e reduzem para 14,7 mm do lado da espiga.

barrilete madeira
A inovação de Moennig para os clarinetistas americanos não é uma idéia nova.ela já era usada pelos clarinetistas alemães anos atrás,porém nós precisávamos dar um crédito ao Sr,Moennig para a introdução do uso deste barrilete no país.
Os clarinetes profissionais utilizados em grande quantidade nos Estados Unidos até 1960 eram fabricados pela Selmer e possuíam um grande “bore size”.Depois a Buffet começou a dominar este mercado e os músicos não queriam desistir das suas boquilhas de grande diâmetro projetadas para os clarinetes Selmer.O barrilete de Moennig veio solucionar este problema.

Esta redução severa no diâmetro pela conicidade possui vários efeitos positivos. O terceiro modo não tende ao sustenido e as décimas segundas próximas à boquilha possuem orifício pequeno. As notas “throat tones” tendem ao sustenido e possui o melhor foco.O choque criado pelo degrau na junção da boquilha e do barrilete pode adicionar uma resistência favorável que incrementa a resposta e centraliza a nota.

Postura Correta do Clarinetista

O Aluno deve estar relaxado, pés confortavelmente separados, cabeça na posição horizontal e ombros para baixo. Tal procedimento auxilia na boa qualidade da respiração. Os braços devem se posicionar um pouco à frente do corpo. O Clarinete deve formar, em relação ao corpo do executante, um ângulo de 45 graus. Os movimentos dos dedos devem ser discretos
e leves. Se o executante movimentar os dedos descontroladamente, isto dificultará a execução no instrumento. Quando estiver tocando sentado, mantenha a mesma postura.

Ver a próxima figura:

postura clarinetePosição correta que deve ser aplicada

 postura clarinete2  Posição correta que deve ser aplicada

postura clarinete3Posição incorreta que não deve ser aplicada

Ajustes de palhetas de clarinete

Preparação de palhetas e ajustes finos

Palheta Clarinete
1.) Palheta muito mole
:
Você pode tentar colocar a braçadeira um pouco mais afastada em direção a junção para ver se ela fica um pouco mais dura. Se isto funcionar corte um pouco a ponta com um cortador de palhetas apropriado.
Corte um pouquinho de cada vez. Um outro remédio seria lixar a palheta pelo lado inferior como lixa 400, do meio dela em direção a ponta, concentrando a pressão na ponta do dedo. Isto fará com que a abertura aumente um pouco ficando um pouco mais duro de soprar.

2.) Palheta muito dura:
Neste caso você deve polir a parte inferior da palheta (esfrega-la contra um vidro plano, por exemplo) de modo a remover as pontas das fibras que estejam saltadas.
Este procedimento reduz também o ruído provocado pela passagem do ar. Se ela continuar dura, a superfície indicada no desenho deverá ser lixada. Lixe simetricamente os dois lados da palheta com uma lixa de junco em movimentos
circulares, tomando cuidado para não tocar no coração tornando a palheta mole demais.

Depois de lixar o suficiente equilibre a palheta soprando e verificando se ela vibra livremente dos dois lados. Isto é feito inclinando a boquilha para a esquerda e depois para a direita. Se não acontecer é sinal que um dos lados ainda
está espesso.

Palheta Clarinete


3.) Má resposta no registro grave:
A ponta da palheta está muito espessa. Lixe um pouco a superfície superior tomando cuidado para não lixar a área do coração.

4.) Má resposta no registro médio:
Você deve remover um pouco da cana conforme o desenho. Esta é uma operação delicada (use uma lixa de junco). Faça vagarosamente tomando cuidado para não remover material da ponta deixando a palheta mole e frágil.Teste sempre após
remover um pouco.

Palheta Clarinete

5.) Má resposta no registro alto:
Á área desbastada ou a palheta inteira pode estar muito longa . Também suas laterais muito finas. Subaum pouco a numeração da palheta, ou troque de marca.

6.) Má resposta no estacato:
A área em torno da ponta da palheta não está balanceada, para que ela vibre livremente. Faça o procedimento para balancear.

7.) A palheta é muito curta e muito difícil de soprar:
A palheta provavelmente está empenada. Lixe a parte inferior, tomando cuidado com ponta para não deixa-la muito fina.

Você pode também raspar as laterais conforme o desenho ou ainda lixar a área ao redor da ponta, afinando um pouco.
Este procedimento aumentará a abertura facilitando a emissão.

Palheta Clarinete

8.) A palheta fica muito aberta:
Deve-se polir a parte inferior. Se isto não resolver lixe a palheta pelo lado inferior começando do centro para a ponta.

9.) Melhorando a modulação e entonação:
Lixe as bordas em movimento circular, como mostra o desenho ao lado utilizando uma lixa de junco.b

Palheta Clarinete

10.) A palheta produz um chiado ao se tocar :
Este problema geralmente desaparece após alguns dias de prática.Se não desaparecer, a área do corte deve ser polida e possivelmente a parte inferior ser levemente lixada.

11.) A palheta produz um som suspirado:
Os cantos da palheta estão muito espessos e devem ser levemente afinados.

12.) A palheta produz leves apitos:
Se isto está acontecendo provavelmente a ponta da palheta está muito fina. Para corrigir corte a ponta com um cortador de palheta apropriado. Também verifique se a palheta não está trincada na ponta o que causa vibrações indesejadas em freqüências muito altas.

13.) A palheta produz um som “rachado”:
A palheta está com pouca cana na área do coração, ou com a ponta extremamente fina.

Dicas:
Para polir a parte do recorte, pequenos desbastes, balanceamento eu uso Lápis Borracha, pois dependendo do lugar onde você se encontra é difícil achar a lixa de junco no comércio Para cortes mais profundos ou raspagem, uma ferramenta barata seria a velha Gilette, por sinal ótima para remover cantos vivos das palhetas que machucam os lábios.
No caso de raspagem com Gilette, após concluir o trabalho, sempre dê um polimento no local raspado com o lápis borracha, para remover eventuais pontas de fibra de cana que podem cortar os lábios.

Eduardo Weidner

Digitação do clarinete

 

digitação do clarinete

 

Observe na figura ao lado como se desenvolve a digitação (posicionamento dos dedos no
instrumento) do clarinete:
O Aluno deverá observar a disposição dos dedos nos orifícios como mostra a figura abaixo
para uma boa afinação e qualidade da emissão sonora.

 

 

 

Tabelas de Digitação

digitação clarinete

Tabela digitação do clarinete

Equilibrando o Estudo Diário

 

Todo  bom músico tem vontade de melhorar cada vez mais. Para isso, muitos buscam bons professores, bons métodos, um repertório desafiador, procuram estudar o máximo de horas possível. Quem já não ouviu falar em “fulano estudava 8 horas por dia!”? Muitos de nós também já viram casos de pessoas que fizeram de tudo o que já foi citado acima, e ainda assim não conseguiram atingir um bom nível técnico-musical. Falta de talento?  Talvez não.  Nem tudo se resume em “O QUÊ” estudar, ou “COM QUEM”, nem “O QUANTO”. Um questão chave poucas vezes levada em questão pelos clarinetistas é “COMO” estudarimage

O estudo diário equilibrado é o que gera melhores resultados. Esse equilíbrio se dá pela proporção do “O QUÊ” se estuda, dentro do tempo que se tem disponível.
Devemos dividir nosso estudo em partes, como aquecimento, técnica (escalas, métodos)  e repertório. Primeiramente, fazemos o aquecimento e revesamos no decorrer dos dias técnica e repertório.

Outra dica importante é a concentração. De nada adianta estudar o dia todo sem atenção e foco. É preferível estudar menos tempo mas com muita concentração, do que muito tempo com pouca concentração.

A famosa pianista Magdalena Tagliaferro aconselhava seus alunos a estudar apenas 6 períodos de meia hora por dia. Somando dá apenas 3 horas. Ela dizia que depois de meia hora de estudo, o aluno perdia a concentração e o estudo se tornava mecânico. Daí a necessidade de longas pausas.

Numa ocasião assisti a um workshop do violinista Paulo Bosísio, que possue uma outra abordagem sobre o assunto. Ele recomendava a seus alunos que criassem uma rotina de estudo, começando e terminando sempre no mesmo horário, e evitando ao máximo interrupções, e fazendo pequenas pausas de dez minutos, para descanso muscular, completando de 3 a 4 horas diárias de estudo, não mais que isso.

Como a maior parte das pessoas tem disponibilidades de tempo diferentes durante a semana, formulei uma tabela de como dividir esses três elementos (aquecimento, técnica, repertório) de acordo com o tempo disponível para estudo. Mesmo com pouco tempo para praticar, não significa que não se pode evoluir ou se pode estudar de qualquer maneira.
Um coisa que funcionou bem para mim foi dividir o estudo em dois períodos do dia, para evitar fadigas e melhorar a concentração. Lembre-se  que cada pessoa um é diferente, e muitas vezes o que é bom pra um não serve ao outro. Teste várias maneiras de estudar, e procure perceber de qual maneira seu estudo se torna mais prazeroso e eficiente.

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Tabela de estudos

Aquecimento

Notas longas, respiração, estudos de sonoridade, staccato, dinâmica.

Técnica

Escalas, métodos, estudos de mecanismo, estudos mélódicos, etc.

Repertório

Peças Solo, Sonatas, Concertos, Música de Câmara, Standarts de Jazz, Choros, Improvisação.

Sempre use o metrônomo. Estude em andamentos cômodos e vá aumentando progressivamente!

Sugestões de Estudo  para desde quem tem apenas meia hora disponível por dia, até 3 horas.

30 minutos

10 aquecimento
10 técnica
10 repertório

Ou

05 aquecimento
10 técnica
15 repertório

45 minutos

10 aquecimento
20 tecnica
15 repertório

ou

5 aquecimento
15 técnica
25 repertório

ou

5 aquecimento
25 técnica
15 repertório

60 minutos

10 aquecimento
30 técnica
20 repertório

ou

10 aquecimento
25 técnica
25 repertório

ou

5 aquecimento
20 técnica
35 repertório

90 minutos

20 aquecimento
35 técnica
35 repertório

ou

15 aquecimento
40 técnica
35 repertório

ou

15 aquecimento
50 técnica
25 repertório

120 minutos

20 aquecimento
40 técnica
60 repertório

ou

20 aquecimento
60 técnica
40 repertório

ou

20 aquecimento
70 técnica
30 repertório

150 minutos

20 aquecimento
80 técnica
40 repertório

ou

20 aquecimento
40 técnica
80 repertório

180 minutos

30 aquecimento
90 técnica
60 repertório

ou

30 aquecimento
60 técnica
90 repertório

Tudo isso é válido desde que você tenha um professor, mesmo que eventualmente, que te corrija e oriente. Estudar muitas horas de forma errada é um bom modo de criar grandes vícios ao invés de evoluir.

Bons estudos!

 

por Michel Moraes

Cuidados ao comprar um clarinete (p. 2)

 

Clarinetes Usados

  1. Os clarinetes usados costumam ser muito mais baratos que os seus similares novos, o que os tornam muito atraentes, porém os cuidados para a compra devem ser maiores.
  2. Observe também se não há parafusos e molas enferrujados.
  3. Veja se não há trincas e rachaduras no corpo do clarinete. Mesmo reformadas, demonstram que a madeira desse clarinete tem a tendência a rachar, ou que pode ter sido mal cuidado pelo antigo dono. Muitas vezes elas são camufladas pelos luthiers, portanto seja bem observador.
  4. Deve-se observar o estado em que se encontra a câmara (parte interna do tubo, quanto mais lisa melhor).
  5. Note se há a logomarca do instrumento em todas as peças. Se não, repare se o design dos anéis e do tubo e das chaves é o mesmo. Muitas vezes alguns luthiers montam clarinetes “Frankensteins”. A campana de um, barrilete de outro, chave de outro.
  6. Existem verdadeiras preciosidades de marcas desconhecidas. Instrumentos profissionais antigos feitos por pequenas fábricas que deixaram de existir. Só para citar: Thibouville Frères, Pruefer, La Margue, Couesnon, Kohlert, Gautier.
  7. Compre instrumentos revisados e com garantia, de preferência de uma loja ou luthier de confiança.

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Cuidados ao comprar um clarinete

 

Clarinetes Novos

  1. Instrumentos em ABS são para iniciantes, portanto se você já toca ou pretende se profissionalizar, prefira o clarinete de ébano.
  2. Veja como está o acabamento, se as cortiças estão bem acabadas, se não falta nenhuma sapatilha,  se há rebarbas (se for de ABS) no tubo e orifícios, trincas ou rachaduras (no caso do ébano).
  3. Monte o instrumento e veja se encaixa perfeitamente, tem de estar firme, sem jogo entre as junções.
  4. Se você já toca, sopre bem piano até o mi grave para verificar se há vazamentos. Se ficar difícil de sair o som, pode estar vazando, pois mesmo com controle de qualidade das fábricas, alguns pequenos problemas podem passar desapercebidos.
  5. Verifique o rebote das chaves. Se for lento, a mola pode estar ruim ou desajustada.
  6. Se for comprar um instrumento de madeira, certifique-se se é feito de ébano ( ou grenadilha) . O ébano é uma madeira naturalmente escura, então cuidado, pois já vi alguns clarinetes feitos de qualquer madeira, depois pintados de preto.
  7. Prefira marcas bem conhecidas no mercado, como Yamaha, Selmer, Buffet Crampon, Júpiter.
  8. Exija garantia.

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    Exercícios para obter uma boa sonoridade

    Vamos começar agora com alguns exercícios para se obter uma boa sonoridade.

    Comece pelo exercicio n°1, soprando bem relaxadamente. Ao apertar a chave de mudança de registro, deve-se manter a mesma embocadura do grave, ligando o grave ao agudo.  Se “guinchar” é porque está apertando demais com os lábios. Se o som não sair, ou sair muito fraco é porque está faltando mais pressão de ar. Pratique em frente a um espelho e procure notar bem se está conseguindo manter a embocadura esticada e sem mexer enquanto troca de registro. No exercício n°2, note que na primeira nota, o tubo da clarineta está soando em sua nota fundamental (tubo fechado), em seguida, no registro médio porém com o registro acionado (tubo fechado – harmônico), e posteriormente, na última nota de cada série, com o tubo completamente aberto. O objetivo é buscar uma igualdade de embocadura e coluna de ar em mudanças de registro, para visar maior equilíbrio de som.

    Exercício 1

    exer_1

    Exercício 2

    exer_2

    Espero que tenham gostado dos exercícios. Até a próxima!:)

    Segredos para a boa sonoridade no clarinete

    Uma das coisas importantes da técnica do clarinete é a sonoridade. Geralmente essa faceta da técnica é negligenciada pelos métodos do instrumento – por se tratar de um assunto subjetivo – e até mesmo professores renomados evitam ensinar os pequenos detalhes que valem ouro e podem ajudar a melhorar o som no instrumento, por acharem “óbvio” ou não relevante. Quando digo sonoridade, me refiro a várias coisas, como timbre, emissão, controle de dinâmica e projeção do som.

    Basta um nota longa para sabermos a qualidade do clarinetista, independente da técnica que possui com os dedos.  Começaremos pelo “óbvio”, pois esses conselhos podem não ser óbvios a todos.Vou tentar explicar de maneira simples como melhorar principalmente dois apectos que compõem o som na clarineta: timbre e a emissão. O primeiro passo para começar a trabalhar o som é possuir uma boa palheta e uma boa boquilha, pois sem o aparato necessário não há condições físicas para tal. O segundo passo, é o mais importante: a referência. Como é que pretendemos chegar a uma bonita sonoridade se não sabemos o que é? Existem muitas maneiras e estilos de se tocar, e cada uma delas pode aportar um timbre específico, sem dizer que cada solista tem sua sonoridade particular.  Precisamos ouvir muitas gravações, ir a muitos concertos e shows, até formarmos um sólida referencia do timbre que nos agrada mais. Experimente imitar o timbre que gostaria de ter.

    Um grande obstáculo para quem quer ter um bom timbre de clarineta é uma embocadura incorreta (foto 1 – errada). Deve-se esticar o queixo para baixo a fim de liberar o excesso de pele dos lábios inferiores em contato com a palheta (foto 2 – correta). Isso vai otimizar a vibração dela, fazendo o instrumento soar mais e com menos ar. Outro iEMBOCADURAmpedimento é a pressão demasiada do lábios oprimindo a passagem de ar na palheta, principalmente na tessitura aguda.

    Depois continuaremos com mais aulas online e com exercícios para obter uma boa sonoridade! Até a próxima!:)